Sem dúvida, os temas vida e eternidade vêm sendo objeto da atenção de estudiosos, que têm as mais variadas opiniões a respeito. Dentro da atual mentalidade vigente, a de que todo mundo tem razão, dependendo apenas do ponto de vista, todas essas opiniões são respeitáveis. Porém, estariam todos certos, mesmo contradizendo-se? Claro que não. Então, sob qual ótica devemos examinar as elevadas questões existenciais, tais como vida terrena e eternidade? Não há outra resposta a não ser o de ver todas as coisas pelo prisma do Eterno Deus. Quem assim procede, em vez de ter opinião própria a respeito das coisas, examina antes o que dizem as Escrituras Sagradas. Nelas encontramos a mensagem do Criador para toda a humanidade.

Vivemos nos dias atuais imersos numa enxurrada de conceitos e opiniões. O advento da “internet” fez com que os homens tivessem um meio para divulgar suas ideias, mesmo que sejam as mais estapafúrdias e destituídas de sentido. Por isso, se pretendemos mesmo encontrar o caminho da Verdade, precisamos buscá-la na fonte da origem das coisas. O homem é efeito e não causa. Ele e tudo o que faz obedece a uma oculta determinação, vinda do elemento criativo, que chamamos Deus. Muita coisa está em jogo, quer dizer, estamos no limiar de uma nova era e o certo vai ser separado do errado, o bem do mal, as ovelhas dos bodes, o joio do trigo. Seremos nós condenados? Se nos deixarmos levar pela opinião dos homens, certamente seremos. O que faz a diferença é se cremos ou não no Deus que se revelou a Israel e nas promessas que estão sendo cumpridas ao longo da história, culminando no Reino de Deus, que será estabelecido na terra como a nova civilização.

 

Ninguém pode negar a vida, quer dizer, não é possível afirmar que não se existe, uma vez que se pensa. Pensamos, por isso existimos. Sendo assim, a vida é uma experiência real. Seria proveniente do corpo, da alma ou de algum outro fator? Isso, por hora, não importa. O que se pode ter certeza é que vivemos. A vida de alguém pode durar alguns anos, ou muitos anos. Não depende da ação do homem, mas de fatores que impulsionam a Criação, que obedece a um propósito a que não se tem acesso. A vida durará tanto quanto Deus desejar. A vida é uma experiência prazerosa. Poucos são os que não gostam da vida. Os que não gostam dela, geralmente é porque não veem seus desejos e sonhos realizados. Isso, no entanto, não deixa de ser uma visão estreita sobre o que é o viver. A vida pode se desenvolver em patamares diversos, isso segundo o ambiente em que existe o indivíduo. No geral todos gostam de viver.
Se todos gostam da vida, que tal se ela fosse eterna, se não tivesse fim? Ou, para não irmos tão longe, se nos fosse dado viver 200 ou 500 anos? Não seria maravilhoso? Parece que a resposta a essa pergunta, seria em maioria SIM. A vida pode ser injusta em alguns lugares, para certas pessoas, em determinadas circunstâncias, não há dúvida. Mas se tudo estivesse bem, não seria maravilhoso vivermos 200 anos? Começarmos a ficar velhos lá pelos 150 ou 180 anos? Que bênção! Pois, esse é o plano de Deus. Ocorre que o mundo ainda não oferece condições para que a vida se sustente além de algumas dezenas de anos. Essa situação, porém, mudará com o progresso do ambiente onde vive o homem e com o conhecimento que vai adquirir em tempo oportuno.

 

Imaginemos uma vida de 500 anos. Se ainda não é possível ao corpo viver tanto tempo, não seria aceitável depois da morte física, a alma retornar para viver em novo corpo, tendo em vista seguir sua experiência existencial? Parece que sim. Chamamos isso de renascimento contínuo, os espiritualistas de reencarnação. O que isso tem de errado? Absolutamente, nada. Então por que motivo o renascimento da alma, assim como sua pré-existência, em alguns meios, são teses consideradas heresias? É apenas por causa dos interesses religiosos. As igrejas cristãs foram edificadas sobre o frágil alicerce da vida única, que faz o homem pensar que vive somente 70 ou 80 anos, vindo depois disso destino incerto ou fantasioso. Qualquer pessoa que exercita sua racionalidade, não acredita que a alma vá morar no céu, junto com Deus. Daí a existência de uma multidão de descrentes. O homem pertence à Criação como seu habitante, acompanhando o mover progressivo das coisas. O fato de animar seguidos personagens não muda a essência da alma, que habita corpos gerados biologicamente.

 

Sabemos que o Universo teve um começo, o que concordam ciência e religião. Tudo o que começa, tem um fim. É um erro pensar que a Criação, depois de iniciada, será eterna. Se teve princípio, não possui o predicado principal de ter sempre existido. Sendo assim, a Criação não é eterna. Durará muito tempo? Sem dúvida, permanecerá muitos bilhões de anos. O mundo vai seguir sua história de progresso? Claro que sim. Seríamos os habitantes do planeta, em constante progresso? Obviamente. Ao entender que as almas são tão antigas quanto o Universo e que habitam a Criação, nascendo continuamente, tudo fica claro. Isso explica o conjunto dos ensinos bíblicos, a existência do povo de Deus, sua missão à frente das nações, o futuro do planeta e muitas outras coisas que as religiões distorceram, caindo no fantasioso e no sobrenatural. Somos almas eternas e a vida, embora ainda não seja de longa duração, tem um caráter perpétuo, pelo menos enquanto durar a Criação. Isso é o que se chama vida eterna! Somos deuses e todos, filhos do Altíssimo!