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Unificação da Casa de Israel
(Ezequiel 37.21)
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Verdade e cegueira

Cristãos e Judeus - Unificação - Ciência Eterna
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    A liberdade é um estado de alma que o homem tem perseguido por toda a sua trajetória neste planeta. Sábios, filósofos e pensadores de todos os tempos tentaram estudar e interpretar a alma humana, tendo este tema sempre como fundamento em suas incursões teóricas sobre o sentido da vida e os mistérios da Criação.
    Jesus, o Messias esperado pelo Povo de Deus, em um de seus diálogos com aqueles que rejeitaram sua autoridade, trata do assunto sem subterfúgios. Afirma que o homem para ser livre precisa conhecer a verdade, deixando claro que a liberdade não depende apenas de assegurar leis que regulam relações ou de se ter condições irrestritas de ir e vir. O Cristo falava de uma liberdade que nasce dentro do ser, resultado de uma iluminação Divina que precisa ser despertada. Diz, ainda, que a alma precisa ser ensinada sobre essa liberdade, deduzindo-se então que há um caminho a ser percorrido para que a Luz se faça.
    A premissa “conhecereis a verdade e ela vos libertará”, porém, tornou-se conhecida do mundo todo, desconectada do contexto no qual foi pronunciada. Jesus estava diante de uma situação que se tornara comum na sua breve vida neste mundo. Ele ensinava aos judeus que acreditaram nele, quando foi interpelado pelos que não compreendiam sua linguagem. O “conhecereis a verdade e ela vos libertará” é precedida de uma condição: “se permanecerdes em minhas palavras, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade e ela vos libertará”. Não há dúvidas de que a condição primeira dita por Ele, sendo desconsiderada, não haverá conhecimento da verdade do Eterno. Pelas palavras de Jesus, o conhecimento da verdade estava com Ele e somente os que cressem em sua grandiosa missão para este mundo, estariam livres, pois, seriam ensinados e conduzidos por Ele, em perfeita comunhão com o Verbo de Deus. Parece não existir dúvida quanto a isso.
    O diálogo em questão segue, com os judeus questionando sua afirmativa: “Somos a descendência de Abraão e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres?”. Vejam que o questionamento destes religiosos judeus é o mesmo dos homens cativos de si mesmo que, iludidos por suas próprias mentes, acham-se livres. E julgam que o conhecimento das leis e da ciência por si só liberta, sem que se busque conhecer o Eterno Deus e Sua criação, por meio de Seu Filho.
    Apesar de todos os avanços em vários campos da ciência, o planeta segue mergulhado em profundas trevas porque desconhece a condição primeira para que a verdade se estabeleça: o permanecer nas palavras daquele que se manifestou no mundo, como a Verdade de Deus. Enquanto essa condição não for cumprida, não haverá Luz, ou seja, não haverá liberdade verdadeira, mas apenas escravidão. A grande ilusão criada pelo espírito maligno é a de que o homem é livre para fazer suas escolhas. Certamente é, porém, se não ouvir a voz de Deus, as escolhas serão para a morte e não para a vida.
    Ainda sobre o diálogo de Jesus com os judeus, ressalta dele que houve um embaraço criado pela afirmativa de que os livres não morreriam jamais: “Se alguém guardar a minha palavra, nunca provará a morte”. Os judeus, encolerizados, afirmaram: “És tu maior que nosso Pai Abraão que morreu? Também os profetas morreram. Quem te fazes tu ser?” Como se julgavam filhos do pai da fé, Jesus responde que Abraão exultou por ver aquele dia, o dia da chegada do Messias ao mundo. Mais uma vez a reação é irracional: “Ainda não tens cinquenta anos e viste Abraão?”. Quer dizer, os judeus envolvidos neste diálogo não conheciam Jesus, e o poder de Deus sobre Ele, tal qual os que se sustentam em sua própria sabedoria, que transitam dentro e fora das igrejas e sinagogas até os dias atuais. A resposta do Messias foi surpreendente: “Antes que Abraão existisse eu sou”. A reação dos judeus foi ainda mais colérica, pois, pegaram em pedras para o agredirem, conforme relatam os textos.
    O certo é que Jesus não deixa dúvida de que Ele já existia antes de Abraão. Se é assim, a anterioridade da alma e sua necessária encarnação no mundo visível é questão resolvida pelo próprio Cristo. O conhecimento das verdades de Deus, contidas no Livro Santo, só podem fazer sentido lógico por esta via, a da encarnação sucessiva das almas. Fechar os olhos para ela, é seguir na escuridão por sua própria conta e risco. Os resultados têm sido desastrosos.
    O Povo de Deus necessita despertar do sono, causado pelas certezas das religiões. Judeus e cristãos estão encerrados em suas próprias convicções, certos de que são filhos de Abraão, mas habitando em casas separadas. Uns rejeitando o Messias, outros não permanecendo em suas palavras. Sendo assim, permanecem cativos do pecado. Como as almas cegas que, no tempo de Jesus, não enxergaram a Luz de Deus diante de seus olhos, caminham sem ver a obviedade do fundamento principal da obra de Deus, a progressividade da Criação.

Referencias: Isaías 65.17-25; João, 8.30-59    


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