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(Ezequiel 37.21)
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O fim do Apocalipse

Cristãos e Judeus - Unificação - Ciência Eterna
Publicado por em Artigos ·
    Finalmente chegou ao fim o folhetim televisivo apresentado pela Rede Record, com o sugestivo nome Apocalipse. Novelas são histórias onde os autores, ao sabor de fatos ou da imaginação, constroem enredos destinados a manter o público cativo, nem sempre com fins honrosos. Nesse caso, porém, o autor retratou o que seria o fim do mundo, usando para isso a visão evangélica. No último censo, realizado no país em 2012, havia 42 milhões de pessoas declaradas evangélicas. Por isso, o que pensa essa significativa parcela da população, seja correto ou errado, de certo modo, alcança a vida de todos.
    Independente de questões teológicas, os pastores evangélicos sabem que estão diante de um enorme potencial político e sobretudo, financeiro. Por isso, nos canais abertos da televisão, pode-se assistir a uma verdadeira guerra por audiência. Os interesses por detrás disso, não são lá muito espirituais. Basta saber recitar o abecedário, para identificar o interesse dominante nesses corações. A justiça pertence a Deus e será implacável, começando pelas igrejas e sinagogas.
    A rede televisiva em questão tem feito uma série de folhetins, mostrando a história bíblica. É preciso reconhecer que isso tem colaborado para que o Povo de Deus, que no Brasil são os católicos e evangélicos, aprimore seu conhecimento bíblico em torno da história de Israel e das promessas. Os estrategistas da Record cometeram um equívoco ao abordar o complexo tema do livro escrito por João, o Apocalipse. Não seria um enredo fácil de desenvolver. Por enquanto, o que existe a respeito do assunto na teologia cristã, é um mundo de fantasias, incompatível com o mais elementar senso de justiça, inteligência, bondade e perfeição, que se possa ter do Eterno.
    Dizem que Deus escreve certo por linhas tortas. Que seja assim! O autor de Apocalipse, colocou na história, coisas que vão desde verdades inquestionáveis, passando por preconceitos históricos, até desembocar num fantasioso fim de mundo, onde o planeta foi consumido pelo fogo e os evangélicos, sustentados pela fé em Cristo, terminaram a existência numa resplandecente cidade celestial, vestindo roupas luminosas, com direito a tiaras douradas e tudo o mais. Foi de uma ingenuidade impressionante!
    A teologia evangélica da atualidade, é na verdade, a velha teologia católica. Não há nela nenhum conhecimento inteligente a respeito do que existe do outro lado da vida. Tudo o que diz, não passa de utopias, que, mesmo assim, por exaltação de espírito, são admitidas nas igrejas como realidades inquestionáveis. O fenômeno tem algo da fascinação e atinge boa parte dos crentes, independente de situação financeira ou grau de escolaridade.
    A origem, a missão e o destino das almas e da Criação Divina, são temas que a teologia não tirou da obscuridade, daí a dificuldade do autor de Apocalipse em produzir uma história capaz de influenciar pessoas comuns e atraí-las para os caminhos do Senhor.
    Um dos pontos críticos apresentados pelos autores da telenovela, foi a figura do anticristo, um inimigo interessado em ocupar o lugar do próprio Deus. Resolveram pari-lo de uma aventura sexual ocorrida entre a filha de um judeu conservador, e o filho de destacada família católica romana. Isso, evidentemente, causou mal-estar entre católicos e judeus. A impensada ação, refletiu o malfadado conceito evangélico de que a igreja católica seria a grande vilã da perdição humana e os judeus, os velhos inimigos de Jesus.
    Não faltaram histórias de amor, ódio, mentiras, conversões, testemunhos e um pouco de tudo o que ocupa a mente evangélica. Ao tratar do código 666, o número da besta, o autor culpou o anticristo por ter se apoderado do comércio mundial. O mundo de gozos, glórias e sonhos, causa das distorções da vida planetária, não é citado. É fácil entender! O ponto alto da doutrina das grandes organizações religiosas é o espírito de prosperidade. Com certeza, não falariam contra ele. O apego às riquezas, embora tido pelas Escrituras como causa de todos os males humanos, não foi considerado.
    Apocalipse é uma profecia de estrutura complexa, difícil de ser racionalmente interpretada. Porém, todas as tentativas para compreendê-lo, são válidas. No dizer do apóstolo Paulo, mesmo que Jesus fosse anunciado de modo distorcido, no final, tudo se aproveitaria. Assim, também, é com o Apocalipse. Naquele dia do Senhor a verdade brilhará como o sol da manhã. Em meio ao esforço em retratar o irretratável, alguns pontos se sobressaem no folhetim da Universal, que podem ser úteis para a cristandade entender as provas que em breve tempo, poderão ter de enfrentar.
    Controle financeiro: Em todos os países desenvolvidos e em desenvolvimento, já está presente a ideia de que se deve identificar as pessoas por um sistema único. Também já é concebido que, em futuro próximo, o dinheiro eletrônico será implantado na economia. Com esses mecanismos se resolverá boa parte das questões relacionadas com corrupção, dinheiro do tráfico, sonegação fiscal, sequestros, etc. Logo, cada indivíduo terá um código de identificação, seja por chip subcutâneo, íris do olho, reconhecimento facial ou outra das modernas técnicas de identidade. O código 666, revelado em Apocalipse 13.11-18, bem pode ser a forma final dessa maravilha. Problema: o crente, seja judeu ou cristão, não pode ter a marca.
    Perseguição religiosa: Ao contrário do que pensam os evangélicos, que acreditam fugir do Apocalipse por arrebatamento corporal, haverá uma espécie de perseguição aos que não usarem a marca 666. Mas tal opressão se daria, por causa das Escrituras Sagradas, com foi mostrado na novela? Pode ser que sim! No entanto, não se pode descartar a possibilidade de isso acontecer, por causa da negativa do indivíduo em usar o código universal, capaz de dar à coletividade, segurança pública, financeira e patrimonial. Pensemos na seguinte hipótese: os governos elegem a identificação única, como forma de resolver os problemas do sistema financeiro e de segurança pública em todo o mundo civilizado. Para o bem geral, todos concordam. O que acontecerá com os que não quiserem a identificação?
    Judeus como testemunhas: Ao final da novela, reconhece-se a utilidade e missão dos judeus, as 144 mil testemunhas, citadas no Apocalipse, capítulo 7. Os judeus entendem, finalmente, que Jesus é o Messias e saem pelo mundo, para dar testemunho do Evangelho do Reino. Sabe-se que judeus abominam cristãos e que cristãos não gostam nada de judeus. Temos ensinado que eles não passam de irmãos, brigados por falta de conhecimento. Infelizmente o espírito religioso é um véu que não lhes permite ver o óbvio Divino. Mas tudo se arranjará, com a chegada dos tempos. Cada um entenderá qual seu verdadeiro papel no cenário humano.
    Vivemos um tempo de transformação, mudanças observadas em todos os âmbitos da vida humana. Um folhetim falando de Apocalipse, mesmo com os limites e fantasias da teologia evangélica, foi muito bem-vindo. Pelo menos chamou a atenção para um assunto que judeus e católicos, nem pensam existir. Aliás, os homens vivem indiferentes à verdadeira vida, aos interesses coletivos, à destruição da natureza e ao próprio Deus de Israel, que é bendito eternamente. O resultado da loucura humana é o que está diante dos nossos olhos. E, segundo o Filho de Davi, esses sinais são apenas o começo das dores. É bom pensarmos nisso! Que Deus nos ajude!
     



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