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A páscoa do Senhor

Cristãos e Judeus - Unificação - Ciência Eterna
Publicado por em Meu Povo ·
A PÁSCOA DO SENHOR

"Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado
na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do Senhor” (Êxodo 12:3-11).

Ouve Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor! Este foi o aviso que Moisés deu ao
povo quando saiu do deserto, liberto do poder opressor de um mundo pagão, e repetido por
Jesus mais de mil anos depois daquele tempo, como o mais importante de todos os
mandamentos (Dt 6:4-5; Mc 12:29).
Antes de serem libertos, porém, há toda uma história de luta travada entre Deus e o poder
do mundo, entre as trevas e a Luz, para que a tão sonhada liberdade se efetivasse.
Evidentemente que Deus, sendo Deus, poderia simplesmente tirar o povo daquele lugar, mas
aprouve a Ele demonstrar todo o seu Poder a um mundo iludido por suas glórias, ritos e
conquistas.
Na história dessa libertação, haveria um momento final de grande dor sobre aquele
mundo, que seria ferido de morte, eliminando todo primogênito, ou seja, retirando daquele
ambiente a sua semente, impossibilitando a continuidade do espírito de impiedade reinante.
O Eterno instruiu Moisés sobre a necessidade do Povo sacrificar um cordeiro, comer a
sua carne e utilizar o seu sangue para marcar as portas das casas dos que cressem no Deus de
Abraão, Isaque e Jacó. Disse também o Senhor: "Assim pois o comereis: os vossos lombos
cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente;
esta é a páscoa do Senhor” (Êxodo 12:3-11).
E assim foi feito. O Povo saiu do Egito, permaneceu no deserto por quarenta anos e somente duas almas
das que saíram com Moisés entraram em Canaã (Nm 32:11-12). Deus, porém, havia prometido
uma terra boa de onde jorrava leite e mel, na qual morariam para sempre. A história contada nas
Escrituras dá conta de que o Povo continuou sua trajetória. Mais tarde, foi novamente envolvido
pelo espírito de incredulidade, como consequência da idolatria do grande rei Salomão (IRs 11),
tendo sido separado em dois reinos e, posteriormente, dispersos por duas grandes batalhas, de
onde saíram derrotados.
É notório que o povo de Deus é um só. Sendo assim, a instrução dada por ocasião da
libertação do Egito, que originou a comemoração do que se chama Páscoa, permanece: "E este
dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; nas vossas gerações o celebrareis
por estatuto perpétuo” (Dt 12:14). A instrução dada a Moisés é completa e passa a ser estatuto
perpétuo (Ex 12:14). É lei. Não a celebração da saída, mas a libertação do povo de um jugo. Faz
parte das leis universais que a alma encontre a Luz. Porém, naquela ocasião, Deus se dirigia ao
seu Povo, aquele que carregaria essa preciosa semente, como primogênito entre as nações.
Jesus, o Messias, sendo anunciado por Moisés (Dt 18:18,19) foi enviado para juntar
novamente esse povo perdido da casa de Israel, seus irmãos. E todo o que não o ouvisse seria
retirado do meio do Povo. A figura do cordeiro que é sacrificado para livrar os filhos de Israel da
escravidão permanece viva Nele. As marcas do sangue nas portas passa a ser a marca definitiva
da comunhão da alma com o Eterno, naqueles que cressem no mesmo Deus de Abraão, Isaque e
Jacó, anunciado também por Jesus.
Disse mais o Senhor: "Sete dias comereis pães ázimos; ao primeiro dia tirareis o fermento
das vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, desde o primeiro até ao sétimo dia,
aquela alma será cortada de Israel” (Ex 12:15). Fazia parte dos costumes do Egito embelezar o
corpo por fora. Sem conhecimento do verdadeiro Deus certamente as almas adornam suas vidas
com adereços exteriores, como obras, ritos, doutrinas e dogmas. O fermento é simbologia da
hipocrisia, da vida de aparências, dos enfeites que se coloca por fora, sem dar importância ao
que existe por dentro. Deus estabelece que seu Povo não poderia viver de um pão falso,
embelezado pelo fermento. Jesus, em um de seus discursos, faz alusão ao mesmo fermento
anunciado por Deus na instrução a Moisés (Lc 12:1; Mt 16:12: Mc 8:15). Os sete dias de pães
ázimos não se referem a comida, mas a um ciclo completo da vida sendo verdadeiro em sua
comunhão com o Criador, de onde foi gerado. Em toda a Escritura as instruções são fartas no
sentido de que a alma deve buscar a comunhão com seu Deus destituída do fermento do mundo.
Por fim, é importante compreender que a Páscoa que a cristandade comemora, se estiver
sem vínculo com a páscoa do Senhor, instituída por Moisés e repetida por Jesus, não pode ser
verdadeira, pois não passará de um ritual sem consequências para a liberdade que ela
representa. A vinda do Messias, como socorro às ovelhas que se perderam, apenas confirma que
a promessa de Deus será cumprida completamente.
Esta humanidade ainda passará por uma grande dor, à semelhança do que aconteceu no
passado. Por enquanto, as almas seguem indiferentes aos sinais de Deus, fiadas em suas
certezas e nas conquistas e glórias do espirito do mundo, agora muito mais poderoso do que
antes, porque a força de dominação não provém de um país como outrora, mas de um sistema
que se estabeleceu em todos os povos, nações e línguas, e que se assentou no trono como
deus, inclusive nas igrejas, iludindo as multidões que seguem sem saber para onde. E será assim
até que venha a derradeira e dolorosa experiência que, no dizer de Jesus, nunca houve na Terra e
nunca mais haverá (Mt 24).
O Povo de Deus deve estar preparado, com "os lombos cingidos, os sapatos nos pés, e o
cajado na mão”. Essa foi a instrução. Essa é a Páscoa do Senhor, ou seja, a passagem da vida de
escravidão para um tempo de verdadeira liberdade, para viver em Paz na terra que mana leite e
mel, conforme a Promessa. O Povo é um só, há um só Deus e portanto uma só Páscoa. O povo
terá de comer a carne do Cordeiro, que é a Sua Palavra de poder, e deve ter a marca do seu
sangue que é a comunhão com Seu Espírito, dando vida ao corpo.
O Cordeiro é o Filho unigênito de Deus, o seu Verbo, simbolizado na pessoa do Messias, que confirmou as palavras de Moisés: “Quem não comer da minha carne e beber do meu sangue não verá o reino de Deus”.
Toda a história desse Povo, contada das Sagradas Escrituras, converge para o estabelecimento do
Reino de Deus na Terra, morada do Povo Santo e das nações salvas. Estejam cingidos os vossos
lombos, disse o Cristo. Ouve, Israel!



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