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Um pastor para o rebanho de Jacó

Cristãos e Judeus - Unificação - Ciência Eterna
Published by em Artigos · 29 Outubro 2017
A rica história do Povo de Deus descrita no Livro Sagrado é cheia de significado para quem tem olhos de ver. O livro Gênesis, como o próprio nome indica, fala não apenas da criação dos mundos e dos povos, mas principalmente da formação de um povo que o Eterno separou para determinada missão nesse mundo. Para facilitar o entendimento, os escritos apresentam a ideia de um rebanho escolhido, ovelhas que Deus prepararia para um determinado propósito.
 
A história se desdobra com mais clareza a partir das promessas feitas a Abraão, algo que parecia impossível, quando apenas ele havia: “E farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que se alguém puder contar o pó da terra, também a sua descendência será contada”. Deste personagem surge um filho prometido por Deus, Isaque, que por sua vez gera mais dois filhos, Jacó e Esaú. Para Abraão, Isaque e Jacó as promessas foram feitas de igual maneira. Desses sairiam o protótipo do que seria a numerosa nação que se estabeleceria na terra que mana leite e mel, segundo as palavras dos profetas: “E lhes deste esta terra, que juraste a seus pais que lhes havias de dar, terra que mana leite e mel”. Jacó e sua linhagem iniciam a impressionante saga de um povo que se move pela história e que, por mais que se discuta em torno de teorias religiosas, não se pode negar que permanece no mundo até os dias de hoje.
 
É de amplo entendimento entre judeus, cristãos e estudiosos do assunto que dos doze filhos de Jacó surgem, mais tarde, as chamadas Doze Tribos de Israel. Instalado em Canaã, a terra de seus pais, após servir seu tio Labão por vinte anos em Padã-Arã, terra do povo do oriente, Jacó vive por muitos anos, nos desafios e enfrentamentos próprios de seu tempo. Porém, Deus reservara a Jacó grandes provações. A história de sua família foi contada em verso e prosa muitas vezes. Pode-se dizer que sua prole tinha os mesmos problemas das famílias atuais: eram homens comuns com suas paixões e inclinações para o pecado. Derramamento de sangue, disputa, inveja, desobediência, adultério e até estupro fazem parte dessa historia. Dentro dessa realidade humana, os filhos de Jacó vendem seu irmão como escravo para mercadores do Egito (ismaelitas), informando ao pai que seu amado filho era morto. A razão? Este filho, José, era especial para Jacó. Os invejosos irmãos o rejeitaram, o humilharam e o expulsaram do meio deles sem saber o que faziam. Porém, Deus era com José e os irmãos não sabiam.
 
Passados os anos, após grandes provas e sofrimentos, José é engrandecido no Egito, passando a governar a maior potência econômica da época, nação que representava o poder do mundo todo. Seus irmãos, na vizinha Canaã, passam a sofrer os reveses da seca e da fome, indo até o Egito em busca de socorro para suas vidas. E eis que deparam com seu irmão rejeitado, agora glorificado como senhor daquela terra. A história conta que, pela grandeza de seu caráter, José não só perdoa seus irmãos como salva suas vidas da morte, permitindo que todos vivam sob sua proteção naquele mundo farto de bens. E diz a narrativa que eles “tomaram possessão, e frutificaram e multiplicaram-se muito”.
 
Ainda pela lógica da analogia do rebanho utilizada pelas palavras das Escrituras, parece claro que José foi o grande Pastor daquele povo, salvando aquelas ovelhas da fome, da sede e da miséria, alimentando-as com comida farta e vida digna. O ato perdoador de José deu aos irmãos a vida e a possibilidade de viverem em paz uns com os outros. O Espírito de Deus era com ele: “Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar muita gente com vida. Agora, pois, não temais; eu vos sustentarei a vós e a vossos filhos. Assim os consolou, e falou segundo o coração deles”.
 
Inegavelmente, o desdobramento da história da família de Jacó prefigura toda a trajetória do povo escolhido, como um ponto de partida para a compreensão do todo, culminando com a figura do Cristo Salvador, o Filho de Deus, que encarnaria muitos séculos mais tarde no mundo, para cumprir o papel exatamente igual ao que José, o filho amado de Jacó, o fez, sacrificando-se pelos irmãos, mas sendo glorificado em um mundo pacificado por Sua presença. Shalom!
 
“José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus ramos correm sobre o muro. Os flecheiros lhe deram amargura, e o flecharam e odiaram. O seu arco, porém, susteve-se no forte, e os braços de suas mãos foram fortalecidos pelas mãos do Valente de Jacó (de onde é o pastor e a pedra de Israel). Pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos altos céus, com bênçãos do abismo que está embaixo, com bênçãos dos seios e da madre. As bênçãos de teu pai excederão as bênçãos de meus pais, até à extremidade dos outeiros eternos; elas estarão sobre a cabeça de José, e sobre o alto da cabeça do que foi separado de seus irmãos” (Gênesis 49.22-26).
 
Referências: Gênesis 13.16 / Jeremias 32.22 / Gênesis 29.1 / Gênesis 47.27 / Gênesis 50.20-21/  Gênesis 49.22-26
 


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